DESEMPREGO ATINGE OITO MILHÕES DE PESSOAS NO BRASIL

O Departamento de Estudos Sócio-Econômicos e Políticos (DESEP) da Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou estudo comparativo entre o desemprego no Brasil e em países industrializados. Segundo o estudo, a modernização das empresas resultante das inovações tecnológicas e a reorganização nos processos de trabalho, aliados aos três períodos de dificuldade econômica que se seguiram à crise mundial de 1973, são as responsáveis pelo alto índice de desemprego nos países desenvolvidos, que variam em média entre 8,6% e 12,1%. A pesquisa também traz dados de quanto esses países gastam na promoção do mercado de trabalho; em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as despesas públicas variam entre 0,76% (EUA) e 3,75% (Suécia). De acordo com o DESEP, as taxas de desemprego no país, com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), eestão subestimadas. Por esse método, as taxas nacionais são inferiores a 6%. Projetando-se para todo o território nacional, os resultados das pesquisas realizadas pela Fundação Sistema Estadual de Análise da Dados (SEADE) e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio- Econômicos (DIEESE) em São Paulo, que se mantêm em torno de 13% desde 1985, o desemprego atingiria oito milhões de pessoas. Segundo a pesquisa, o PIB brasileiro cresceu 7,5% entre 1986 e 1993, e a taxa de investimento caiu três pontos percentuais. Em 1993, o produto real da indústria de transformação cresceu 10% e o índice de desemprego nesse setor teve uma elevação de 0,76% no período. De 1979 a 1991, foram gerados 600 mil empregos urbanos com carteira assinada. Anualmente é estimada a necessidade de geração de 1,5 milhão de emprego aos novos ingressantes no mercado de trabalho (GM).