NÚMERO DE FAVELADOS CRESCE 34% NO RIO DE JANEIRO

A população favelada no Município do Rio de Janeiro (RJ) cresceu 34% entre 1980 e 1991, segundo dados do Iplan-Rio (Empresa Municipal de Informática e Planejamento), reunidos em anuário estatístico lançado ontem. O anuário reuniu informações de cerca de 100 fontes, entre iniciativa privada, órgãos e empresas públicas municipais, estaduais e federais. Em 1980, o Rio tinha 717,066 pessoas vivendo em falvelas, num total de 165.275 domicílios. Dados de 1991 mostram 962.793 favelados em 239.678 domicílios. Com 130 milhões de metros quadrados de área construída, a capital do Rio apresenta maior concentração a leste, onde estão 79% das construções da cidade. Na área de segurança, o anuário mostra que foram registradas pela Polícia Militar 2.309 homicídios em 1992. No mesmo ano, foram 157 sequ"estros, 890 flagrantes de posse de entorpecentes e apenas 26 prisões relacionadas ao jogo-do-bicho. Também em 92, a Polícia Civil registrou 3.532 homicídios dolosos nas delegacias do município. A taxa de desemprego na capital do estado cresceu de 3,24% em 1987, para 4,03% em 10 meses do ano de 1992. O número de pessoas ocupadas caiu em 53 mil em 1993. Na região metropolitana, havia quatro milhões de trabalhadores (40% da população economicamente ativa). A indústria de transformação, com índice de -6,7%, e o comércio, com -1,1%, foram as atividades onde houve maior redução de mão-de-obra ocupada. No campo educacional, o Rio apresenta aumento nas matrículas na rede municipal: 603.276 em 1992, contra 589.603 em 1990, segundo o anuário (FSP).