BRASIL E ALEMANHA NÃO CANCELARÃO ACORDO NUCLEAR

Os governos do Brasil e da Alemanha não pretendem denunciar o acordo nuclear que firmaram em 1975 e que prorrogaram em 1990 até o próximo ano, apesar dos protestos de entidades da chamada rede antinuclear, entre elas a Greenpeace. Ontem, esses grupos entregaram a assessores do presidente Itamar Franco um abaixo-assinado com mais de 120 mil assinaturas contra a conclusão da usina Angra 2, principal obra do programa com a Alemanha. Segundo fontes do Ministério das Minas e Energia, o ministro Alexis Stepanenko encaminhou ao Palácio do Planalto um estudo recomendando a continuidade das obras da usina, atualmente paralisadas. Os recursos para concluir Angra 2, que já se encontra 75% construída, já foram assegurados em parte pelos bancos alemães, com o aval do governo de Bonn. De um total de US$1,5 bilhão que FURNAS, responsável pela usina, divulgou ser necessário para terminar a obra, cerca de US$700 milhões estão à disposição. Ruy de Góes, da Greenpeace, diz que Angra 2 é a usina mais cara do mundo e que nos custos projetados para o futuro não estão previstos a construção de um depósito de lixo e o descomissionamento da unidade, isto é, a sua desmontagem (GM).