O advogado baiano Paulo Roberto Costa Feitosa foi preso em flagrante ontem pelos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Prostituição Infanto-Juvenil por desacato a autoridade e perjúrio durante seu depoimento. Responsável pelo processo de adoção ilegal para o exterior de mais de 70 crianças do interior da Bahia, Feitosa foi levado para a divisão da Polícia Especializada de Brasília (DF). "Ele só poderá sair da cadeia se sua prisão for relaxada por um juiz federal", disse o deputado Moroni Torgan (PSDB-CE), relator da CPI. Segundo seu depoimento, ele cobrava em média US$4 mil de honorários para as adoções de crianças. A CPI encontrou, no entanto, quantias superiores a US$15 mil em suas contas bancárias por cada adoção. Além de desacatar os deputados no depoimento, Feitosa mentiu ao afirmar que declarava Imposto de Renda todos os anos. De posse de ofício da Receita Federal, o deputado Chico Vigilante (PT-DF) comprovou que o advogado nada declarava desde 1989 (JB).