Escuta telefônica e duas cartas revelaram que oito "banqueiros" do jogo- do-bicho do Rio de Janeiro, presos em Niterói (RJ), planejavam atentados contra o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Antônio Carlos Amorim, e o procurador-geral de Justiça, Antônio Carlos Biscaia. Setenta horas de escuta feita pela Polícia Federal mostram que o grupo tem regalias na cadeia e mantém o controle do jogo no Rio. Segundo a Procuradoria, os bicheiros tinham livre acesso aos telefones do presídio. Na prisão, eles dispõem de ar condicionado, bebem uísque, encomendam pizzas e recebem com frequ"ência visitas de mulheres. A gravação de conversas telefônicas de oito dos 12 bicheiros presos há um ano poderá impedir que eles cumpram em regime semi-aberto o resto da pena de seis anos. Além do controle do jogo-do-bicho, as fitas registram diálogos sobre drogas, compra e venda de armamentos, entrada de alimentos na prisão e até a negociação de uma limusine. As gravações tiram dos bicheiros a condição de presos de bom comportamento e submetem o grupo a uma nova denúncia, por formação de quadrilha (O ESP) (O Globo) (JB).