O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência Social afirma que o ex-presidente Fernando Collor de Mello facilitou a corrupção no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Segundo o relatório, ao colocar em disponibilidade cerca de 3.500 fiscais da Previdência em 1990, Collor possibilitou as irregularidades. De acordo com a CPI, ex-ministros e ex-secretários do governo Collor, como Antônio Rogério Magri (Trabalho e Previdência Social), João Santana (Infra- estrutura) e o delegado Romeu Tuma (Polícia Federal), também teriam contribuído ativamente para o rombo no INSS. O prejuízo estimado é de US$3 bilhões em fraudes de empresas privadas contra o INSS nos últimos cinco anos. Com a demissão dos fiscais, autorizada por Magri a pedido de Collor, o parcelamento das dívidas e empréstimos ficaram a cargo de técnicos do IAPAS (atual INSS). O chefe da rede de corrupção seria o argentino César Arrieta, acusado de receber propina para liquidar débitos de empresas com a Previdência Social. O relatório será votado no próximo dia 26 (FSP).