O sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, líder da campanha Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, disse ontem que a participação dos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol no movimento vai melhorar o astral do time e do povo brasileiro para a Copa do Mundo. Betinho compareceu à sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de janeiro (capital), no último dia 16, onde se reuniu com o presidente Ricardo Teixeira e com alguns integrantes da comissão técnica. Ele confirmou que vai à concentração de Teresópolis, no próximo dia 20, para receber US$22 mil, referentes à venda de um carro importado que foi sorteado entre os jogadores no amistoso com a Argentina, no Recife (PE). O goleiro Zetti ganhou o automóvel e concordou em fazer a doação para a campanha. Betinho deve almoçar com os jogadores, na concentração. Vai desejar boa sorte à equipe e pedir a conquista do tetracampeonato mundial como presente à população brasileira. "Depois da morte de Ayrton Senna, o Brasil precisa desse títulos", afirmou o sociólogo. O apoio dos jogadores é espontâneo, segundo ele. O dinheiro da venda do carro vai ser doado para o comitê contra a fome de Pernambuco, mas haverá outras contribuições dos jogadores. Os convocados deixaram claro que pretendem afastar a imagem de mercenários que caracterizou a Seleção em outras Copas, principalmente em 1990, quando as discussões sobre prêmios pelo eventual título desgastaram bastante o grupo. O lateral Jorginho, que já ajuda garotos pobres da periferia do Rio de Janeiro, diz que é importante colaborar para o apoio às crianças carentes (O ESP).