O setor de papel e celulose brasileiro é destaque em alguns relatórios externos divulgados por investidores estrangeiros. O Chemical Bank começa a cobrir o mercado acionário brasileiro com um estudo especial sobre o setor. Num estudo de 28 páginas, três analistas do Chemical recomendam a compra das ações de quatro empresas: Indústrias Klabin, Suzano, Ripasa e Bahia Sul. Eles destacam que "a indústria de papel e celulose do Brasil é uma das mais competitivas do mundo. Condições climáticas extremamente favoráveis e ganhos tecnológicos na gestão florestal, com cópias genéticas, aceleraram o crescimento de novas árvores". O setor é também considerado por eles em geral "ecologicamente correto". Ao todo, a indústria local compreende 216 empresas, das quais 87% controladas por capital brasileiro, com capacidade instalada de 6,5 milhões de toneladas de celulose e 6,7 milhões de toneladas de papel por ano. O Chemical destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no florescimento dessa indústria com empréstimos subsidiados que somam, desde 1952, US$6,6 bilhões, ou 6% dos créditos concedidos pelo banco estatal no período (GM).