Os portadores de doenças infecto-contagiosas, entre os quais os contaminados pelo HIV, terão agora justiça gratuita do Estado. A Procuradoria de Defensoria Pública do Rio de Janeiro vai criar o Projeto Filadélfia, que funcionará no núcleo de Defesa da Cidadania e atenderá a pessoas que, até então, só contavam com a iniciativa de organizações não-governamentais (ONGs). Os 440 defensores públicos já estão recebendo instruções dadas pelo advogado e professor de Direito Marcelo Turra, especialista no assunto, e até meados de julho o projeto, inédito no país, deverá estar funcionando. O procurador-geral da Defensoria Pública, José Carlos Tórtima, afirmou que a discriminação ainda é um dos maiores fatores que levam as pessoas com doenças infecto-contagiosas a recorrer à Justiça. Ele explicou que o assunto é muito delicado e que os defensores devem estar bastante informados sobre o problema para poder defender seus clientes. O nome do projeto da Defensoria Pública é uma alusão não só ao filme de Jonathan Demme, mas também ao fato de que a cidade de Filadélfia, nos EUA, é um dos maiores centros de advocacia daquele país. O próprio filme retrata a luta de um advogado com o vírus da AIDS que foi aos tribunais por ter sido demitido de um escritório por causa da doença (O ESP).