Documento sigiloso da Federação Brasileira das Associações de Bancos (FEBRABAN), presidida pelo banqueiro Alcides Tápias, projeta juros reais variando entre 2% e 4% ao mês a partir da entrada em vigor do real, no próximo dia 1o. de julho. A entidade calcula que o mercado deverá cobrar, anualmente, uma taxa entre 30% e 60%. O documento reservado aposta ainda que, como consequ"ência da queda da inflação, haverá migração de recursos de aplicações como poupança, fundos de curto prazo e DERs (Depósitos Especiais Remunerados) para depósitos à vista. Na avaliação da FEBRABAN, o Banco Central provavelmente criará um compulsório sobre o crescimento real dos depósitos. A FEBRABAN também critica a cobrança do IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) num ambiente de baixa da inflação. A entidade estima que, para uma inflação de até 5% ao mês, o imposto representará 16,56% do total da carga tributária cobrada (O Globo).