A 3a. Auditoria do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo condenou ontem a 13 anos de prisão o soldado Ednei Segato pelo assassinato do estudante Enéas da Silva, de 16 anos. O crime aconteceu no dia 14 de outubro de 1989, na favela Nova Divinéia, zona leste de São Paulo (capital). O caso foi escolhido este ano pela Human Rigths Watch (entidade norte-americana dos direitos humanos) como um exemplo da violência da PM paulista. O Conselho de Sentença (composto por quatro juízes militares e um civil) decidiu que Silva foi morto com três tiros sem chance de defesa e que estava desarmado. Ele também entendeu que os policiais não quiseram socorrer a vítima e que simularam um tiroteio para justificar o crime. Além do soldado Segato, também participou do crime o soldado Edmilson Pereira de Carvalho, que morreu em 1993. Os juízes tornaram extinta a culpa de Carvalho. Segado recebeu do Conselho de Sentença o direito de apelar da condenação em liberdade (FSP).