Maio é tradicionalmente um mês de crescimento dos movimentos grevistas. Segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio- Econômicos (DIEESE), é neste mês que a maioria das categorias com sindicatos filiados ao órgão tem data-base: 189. O segundo mês mais forte em datas-base é setembro, com 185 categorias. O diretor-técnico do DIEESE, Sérgio Mendonça, lembra também que, tradicionalmente após planos econômicos que mudam as regras salariais, há intenso movimento grevista. Foi assim no Plano Cruzado, em 1986, no Plano Bresser e no Plano Collor. De acordo com o DIEESE, em maio do ano passado 1.408.010 trabalhadores fizeram greve-- recorde mensal de 1993. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), estavam em greve ontem os servidores públicos federais do Acre, Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. As mobilizações também continuam nos estados: Acre-- cerca de 1.500 trabalhadores rurais estão acampados em frente ao Basa e Banco do Brasil, em Rio Branco. São Paulo-- professores da rede estadual, trabalhadores em água e esgoto, agentes da Polícia Federal e professores da Unicamp. ABCD paulista-- professores da rede particular. Rodoviários em Campinas. Fortaleza (CE)-- rodoviários estão em greve desde o último dia 10. Alagoas-- paralisação parcial dos previdenciários. Espírito Santo-- trabalhadores da saúde, previdenciários, agentes da PF e motoristas de carro-tanque (FSP).