A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou ontem o pedido de cassação do deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) depois de um julgamento que durou quase 17 horas. Por 37 votos contra 13 e três abstenções, foi aprovado o relatório do deputado Luiz Máximo (PSDB-SP), que reafirma as acusações feitas contra o parlamentar gaúcho no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Orçamento. O ex-presidente da Câmara na época do Impeachment" do ex-presidente Fernando Collor de Mello e ex-líder do PMDB foi acusado de ter recebido dinheiro do ex-deputado Genebaldo Corrêa-- acusado de fazer parte da máfia do Orçamento, que acabou renunciando antes de ser julgado--, de ter remetido mais de US$100 mil para o exterior dias antes do bloqueio dos cruzados pelo Plano Collor, utilizando-se de informações privilegiadas, e de outras irregularidades nas declarações de seu patrimônio, como um crédito de US$400 mil sem origem justificada. Agora, o processo do deputado Ibsen Pinheiro será encaminhado à mesa da Câmara, que marcará o julgamento em plenário para confirmar a decisão da CCJ. O deputado disse que não vai renunciar ao mandato. "Confio no plenário", afirmou. Ele aposta em uma reversão do processo no julgamento em plenário (GM) (FSP).