O ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, considera a geração de empregos o problema central da economia mundial e defendeu, ontem, a redução dos custos dos encargos trabalhistas como forma de combater o desemprego. Ele acredita que as micro e pequenas empresas poderia ter um tratamento diferenciado na cobrança desses encargos. O peso do custo do emprego é grande, e isso pode ser um problema sério
79941 numa era de competitividade, disse o ministro, no seminário ""Gerar empregos - essa é a saída", promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), pela Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida e pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em Brasília (DF). Ricúpero criticou o elevado custo do trabalhador para as empresas brasileiras: US$0,81 para cada US$1 pago. O presidente do Banco do Brasil, Alcir Calliari, anunciou a criação de um Fundo de Aval para as micro e pequenas empresas. O fundo vai permitir o acesso das pequenas e microempresas às linhas de crédito, já que os riscos das operações de financiamento estarão cobertos pelo fundo. Além disso, está bastante adiantado a criação de uma linha de crédito de US$500 milhões a ser operada pelo BNDES, com recursos do FAT. Nesta semana, deverá ser também assinado um decreto regulamentando a Lei 8.864, que define o que são as micro e pequenas empresas e lhes assegura tratamento diferenciado. As microempresas são responsáveis por 51% da produção nacional, 42% da massa salarial e 55% dos postos de trabalho. Hoje, estão registradas 13,5 milhões de pequenas e microempresas, o que representa 99% de todas as pessoas jurídicas do país (GM) (JC) (O ESP) (JB) (O Globo).