Seis parques nacionais, três reservas biológicas, sete florestas nacionais, duas áreas de proteção ambiental e quatro reservas extrativistas estão ameaçadas de extinção pelo Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal. Como não foram regularizadas no tempo hábil previsto em lei, essas unidades de conservação serão consideradas caducas, num retrocesso sem precedentes na política ambiental brasileira. Quando uma unidade de conservação é considerada "caduca", somente após decorrido um ano poderá a área ser objeto de nova declaração. O IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), responsável pela gestão, conservação e manutenção das unidades de conservação, alega que não tem recursos para bancar a regularização fundiária dessas unidades, criadas ao final do governo José Sarney e no início do governo Fernando Collor. Muitas dessas áreas foram criadas como estratégia de marketing ecológico, às vésperas da Rio-92, para tentar mostrar ao mundo que o Brasil-- duramente criticado a nível internacional pelos desmatamentos e queimadas na Amazônia-- se preocupava com a preservação do meio ambiente. Levantamento feito pelo IBAMA antes da Rio-92 mostra que o governo teria que investir US$1,2 bilhão para assegurar a regularização fundiária dessas unidades. As unidades de conservação ameaçadas são: Parques nacionais-- Chapada dos Guimarães (MT), Grande Sertão Veredas (MG), Monte Roraima (RR), Serra do Divisor (AC), Superagui (PR), Chapada dos Veadeiros (GO). Reservas biológicas-- Córrego Grande (ES), Pedra Talhada (AL), Tinguá (RJ). Florestas nacionais-- Amapá (AP), Mapiá (AC), Mário Xavier (RJ), Pari Cachoeira 1 (AM), Pari Cachoeira 2 (AM), Saracá-Taquera (PA), Tefé (AM). Áreas de Proteção Ambiental-- Igarapé Gelado (PA), Cavernas do Peruaçu (MG). Reservas extrativistas-- Pirajubaé (SC), Ciriaco (MA), Extremo Norte (TO), Mata Grande (MA), Quilombo do Flexal (MA) (JB).