BRASIL PEDIRÁ COMPENSAÇÕES AO MÉXICO

O Brasil pedirá negociação com o México porque as exportações brasileiras para aquele mercado deverão ser afetadas com as novas preferências tarifárias que os mexicanos estão concedendo a seus parceiros no NAFTA: EUA e Canadá. Pedir compensação ao México por eventuais danos na corrente bilateral de comércio passou a ser possível desde que na semana passada, em Montevidéu (Uruguai), representantes dos 11 países-membros da ALADI concluíram, depois de um ano e meio de negociações, um protocolo interpretativo ao artigo 44 da entidade. O novo documento prevê a dispensa dos países-membros de estender aos seus parceiros da região as mesmas preferências concedidas a países extrazona, com os quais tenham firmado acordos de livre comércio. A dispensa, no entanto, implicará negociações compensatórias, caso um membro da ALADI se sinta prejudicado em seu intercâmbio comercial com o país que esteja sendo liberado de seus compromissos com o artigo 44. Esse artigo obriga à extensão para os membros da ALADI dos benefícios concedidos a países de fora da região. O Brasil tem um acordo bilateral com o México, no âmbito da ALADI. O governo brasileiro deverá pedir compensações no valor do comércio dos produtos afetados. O Brasil exporta para o México ônibus, partes e peças para veículos, chassis, carrocerias, motores de pistão, papéis, cartolinas, laminados planos de ferro ou aço, motores, geradores, veículos de carga, máquinas e aparelhos de embalagem (GM).