O advogado Wadyson Camel, preso desde o dia oito de abril na Polícia Federal acusado de envolvimento nas fraudes contra o INSS, foi submetido a duas sessões de tortura, no último dia seis, nas dependências da Superintendência da PF do Rio de Janeiro (capital). De acordo com o advogado do preso, Élcio Perez, Wadyson foi retirado da cela com autorização do delegado Francisco de Assis Barros Leal e levado, pelo próprio delegado, para uma sala onde dois agentes federais encapuzados com meias pretas o aguardavam. Como desde sua prisão, Wadyson reserva-se o direito de só falar em juízo, os agentes o espancaram e o obrigaram a assinar um depoimento que já estava pronto. De acordo com Perez, Wadson apresenta lesões nos rins e fígado, escoriações no rosto e está urinando sangue há três dias. Ele foi atendido no Hospital Souza Aguiar e fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e a ficha de atendimento no hospital para abrir processo contra os policiais. A Procuradoria Geral da República no Rio pediu a abertura de inquérito na PF (JB).