Pouco mais de 100 banqueiros e investidores internacionais, que se reuniram na financeira Bear Stearns & Co., ontem, em Nova Iorque (EUA), para ouvir Luiz Inácio Lula da Silva, saíram satisfeitos do encontro de duas horas. O candidato do PT à Presidência da República garantiu que seu governo vai manter o processo de abertura econômica, "será mais ousado na política externa e no comércio internacional" e disse que, se eleito, não vai romper o acordo da dívida externa, firmado no último dia 15 de abril. Aos banqueiros, Lula disse que não gostou da negociação recente da dívida externa. Mas acrescentou que vai obedecer às regras do jogo: "O atual acordo é injusto. Ele foi feito por um governo fragilizado. Mas não haverá nenhuma medida unilateral de nossa parte em relação à dívida externa. O acordo é um compromisso de governo. Ele foi aprovado pelo Senado. Vamos querer, sim, renegociar a dívida". Lula prometeu aos investidores que promoverá uma grande abertura econômica no país. E disse que vai precisar tanto dos empresários brasileiros quanto dos investidores internacionais para realizar as reformas sociais (O Globo).