BRASILEIRO JÁ USOU OUTRAS SEIS MOEDAS

O real (que entra em vigor no próximo dia 1o. de julho) será a sétima moeda brasileira, implantada através do oitavo plano econômico do país. Em 1966, o cruzeiro perdeu três zeros, mas, embora no início fosse conhecido como cruzeiro novo, a nomenclatura oficial-- para cheques, faturas, documentos etc.-- continuou a ser cruzeiro. Em 1986, 20 anos depois, o cruzeiro perdeu mais três zeros, virando o cruzado, moeda responsável por um dos maiores momentos de poder de compra do consumidor brasileiro. As diretrizes originais do Plano Cruzado, porém, se perderam ao longo do tempo e a inflação voltou a subir no ano seguinte. Em 1989, o Plano Verão transformou o cruzado em cruzado novo, com mais um corte de três zeros. Quatro anos depois, uma das primeiras medidas do Plano Collor foi renomear a moeda do país, voltando a chamá-la de cruzeiro, mas sem corte de zeros. Em agosto do ano passado, o governo Itamar Franco dividiu novamente a moeda por mil, criando o cruzeiro real. Daqui a 52 dias-- menos de um ano depois da última troca-- o Brasil passa a conviver com mais uma nova moeda, o real. Desta vez, não haverá um simples corte de zeros, mas uma paridade fixa entre a nova e a antiga moeda, acima de dois mil. Outra novidade em relação a outras trocas do padrão monetário brasileiro é que, desta vez, todo o papel-moeda será trocado, dentro de um prazo a ser determinado pelo governo. Das outras vezes, o dinheiro antigo era carimbado e valia normalmente, até que novas moedas fossem lançadas, já com nova nomenclatura (O Dia).