A Igreja Católica está impedindo, até agora com êxito, que seja levada adiante a campanha "Camisinha: passe nesse vestibular". Idealizada por três sindicatos-- médicos, professores particulares e bancários-- a campanha tem, segundo seus criadores, o objetivo de esclarecer os estudantes do Rio de Janeiro sobre a importância do uso de preservativos para evitarem o contágio da AIDS. Mas esbarrou na oposição das escolas católicas e não teve a adesão de colégios leigos. Um mês depois de seu lançamento, a planejada distribuição de 100 mil camisinhas aos alunos do 2o. grau da rede particular não aconteceu: apenas 5% dos preservativos chegaram a eles. O cardeal-arcebispo do Rio de Janeiro, dom Eugenio Sales, liderou a reação da Igreja. Para ele, a campanha contém "forte estímulo à promiscuidade sexual entre adolescentes". Para dom Eugenio, não se trata de seguir as diretrizes da Igreja: "Não são apenas da Igreja, mas do bom senso. Não vamos promover a liberdade sexual dos adolescentes. A distribuição da camisinha é um alimento para isso. A solução da prevenção da AIDS passa por uma modificação do comportamento sexual", afirma (O Globo).