Exportar não é uma opção apenas para as empresas de médio e grande porte. Microempresas também podem usar o mercado externo para colocar suas mercadorias, seja para enfrentar uma crise de demanda interna, seja por estratégia de crescimento. Essas possibilidades são melhores quando se trata do MERCOSUOL. No ano passado, apenas por intermédio das rodas de negócios promovidas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-Rio) no Rio Trade Center montado em Buenos Aires (Argentina), elas exportaram US$35 milhões. O movimento global, que inclui joint ventures e importações, alcançou US$50 milhões. Para este ano, segundo o Sebrae-Rio, estão previstos negócios no total de US$184 milhões, a maior parte em exportações de micro e pequenas empresas. Neste valor, além do Rio Trade Center, englobam-se também missões comerciais em Miami, Santiago do Chile e Europa. Os negócios poderão ser incrementados este ano graças ao convênio assinado entre o Sebrae-RJ e o Instituto para a Integração da América Latina (Intal), órgão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo qual os micro e pequenos empresários terão acesso ao DataIntal. Isso significa que eles poderão saber quais empresas importam quais produtos dos países latino-americanos, dos EUA e Canadá, e a quais preços. Assim, terão possibilidade de oferecer seus produtos a esses potenciais clientes. Já o sistema do Rio Trade Center, exclusivo para empresas fluminenses, baseia-se em um "showroom" permanente, com 30 estandes à disposição dos empresários (O ESP).