Com tanques, jipes equipados para o lançamento de morteiros e caminhões carregados de soldados em uniforme de combate, o Exército e a Polícia Militar ocuparam ontem tadas as refinarias da PETROBRÁS no Estado de São Paulo (em Paulínia, Mauá, São José dos Campos e Cubatão). A intervenção frustou a Operação Permanência, programada pelos Sindicatos dos Petroleiros para evitar a troca de turnos dos trabalhadores e provocar uma "vigília de protesto" com todos os funcionários reunidos dentro das refinarias. Os petroleiros, que poderão decidir uma greve geral para a zero hora de amanhã, protestam contra o sistema de reajuste de salários adotado pela PETROBRÁS. Sobre os salários de dezembro passado, a empresa reajustou os empregados de nível médio (responsáveis pela operação nas refinarias) com um índice de 66,59% e beneficiou os de nível superior com 94,58% (JB).