TESTEMUNHAS NÃO SÃO LOCALIZADAS PELA POLÍCIA

O procurador da República em Roraima, Franklin Rodrigues da Costa, disse ontem que as principais testemunhas de acusação no caso do massacre dos yanomamis ainda não foram localizadas. Há seis meses o Ministério Público Federal denunciou 23 garimpeiros acusados pelo massacre de 16 índios yanomamis na aldeia Haximu (Venezuela), em agosto de 1993. Os dois únicos garimpeiros que tinham sido presos foram libertados porque terminou o prazo legal para as detenções. Para a Justiça, um acusado não pode ficar preso por mais de 81 dias. Como os garimpeiros Pedro Emiliano Garcia, o "Pedro Prancheta", e Eliésio Monteiro Neto ficaram detidos 106 dias e o processo não foi concluído, a Justiça determinou que eles fossem libertados. Até o momento, foram cumpridas apenas duas etapas do processo sobre o massacre: recebimento da denúncia do Ministério Público e a convocação das testemunhas de acusação (FSP).