A iniciativa privada, através do Conselho Consultivo Empresarial de Competitividade, órgão ligado à FIESP, apresentou ao ministro das Minas e Energia, Alexis Stepanenko, uma proposta para privatização do setor elétrico. O estudo propõe a transferência das empresas geradoras federais-- ELETROSUL, FURNAS, CHESF e ELETRONORTE-- ao Ministério da Fazenda e a divisão das distribuidoras estaduais em várias outras empresas, de forma a facilitar a posterior venda. Os empresários querem acabar com exclusividade de concessão para geração e a consequ"ente extinção da ELETROBRÁS, "permitindo a livre contratação de fornecimento de energia elétrica em todo o território nacional". Para chegar a isso, o estudo estabelece o incentivo à crescente presença de empresas geradoras no mercado, através da cisão das federais, de forma a aumentar a competitividade neste segmento. Também as empresas estaduais que atuam como geradoras-- como a CESP e a CEMIG-- seriam criadas distribuidoras regionais, de forma a estabelecer vínculos e interesses definidos geograficamente. Tal passo, acreditam os empresários, significará a redução de custos e barateamento do preço da energia elétrica, ficando as novas empresas-- originárias das estaduais e federais-- prontas para a privatização. A ELETROBRÁS poderia se transformar em banco de fomento do setor ou ser extinta (JC).