A VARIG vai fechar cerca de 30 escritórios no exterior, devolver nove aviões, cancelar a encomenda de outros 12, demitir 2,6 mil empregados-- 2,1 mil no Brasil e 500 no exterior-- e extinguir três linhas internacionais. As decisões fazem parte do programa de reestruturação da empresa, anunciado ontem por seu presidente, Rubens Thomas. Ele disse que maior parte das demissões será feita em 10 dias. Segundo ele, as medidas de saneamento são "lamentáveis", mas indispensáveis para a sobrevivência da empresa. Somente com o corte de pessoal, a VARIG pretende economizar US$6 milhões por mês e US$72 milhões por ano. Thomas disse que os cortes começarão pelos escalões mais altos. A folha de pagamento da empresa é de US$650 milhões/ano. Com o corte, a VARIG ficará com uma força de trabalho de 22.429 empregados, cerca de seis mil a menos do que em dezembro de 1991. Segundo Thomas, a VARIG pretende chegar a um equilíbrio econômico este ano para retomar os lucros em 1995. Entre 1991 e 1993 a empresa acumulou prejuízos de US$614 milhões (FSP).