PSDB, PFL e PTB anunciaram oficialmente ontem o senador Guilherme Palmeira (PFL-AL) como virtual vice de Fernando Henrique Cardoso na chapa presidencial. Ele foi escolhido depois de sucessivos vetos e recusas nas negociações entre o PSDB e o PFL. Palmeira já entra na campanha tendo que responder a perguntas sobre o fato de ter sido padrinho e conselheiro político do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Ele rompeu com Collor pouco antes do Impeachment" do ex-presidente. Fernando Henrique defendeu seu vice afirmando que Palmeira deu apoio à candidatura de Mário Covas (PSDB) no primeiro turno da campanha presidencial de 1989 e votou em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Amigo de Fernando Henrique, ele se viu obrigado a aceitar a candidatura no momento em que ia levar a Cardoso o nome do líder do PFL no Senado, Marco Maciel (PE), como o indicado de seu partido. O senador Guilherme Palmeira foi padrinho político de Fernando Collor. O então governador de Alagoas nomeou Collor prefeito de Maceió em 1979. Hoje ele nega essa ligação. Palmeira é ligado aos usineiros-- seu pai, Rui, fundou a Associação de Plantadores de Cana de Alagoas. Começou sua carreira em 1966 como deputado estadual (Arena). Em 1979, foi eleito governador indiretamente e, em 1982, tornou-se senador. Em 1984, trocou o PDS pelo PFL. Em 1986, perdeu para Collor (PMDB) a eleição para o governo de Alagoas. Reelegeu-se senador em 1990. Em dezembro de 1992, após a votação do Impeachment", Palmeira foi um dos que votaram pelo arquivamento do processo contra Collor. O senador alagoano é irmão do deputado federal Vladimir Palmeira (PT-RJ) (FSP).