A VEZ DO "RAP" NA CAMPANHA CONTRA A FOME

A fome dói, humilha. Mas também dá inspiração. A Liga Som, que congrega 35 equipes de som do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense, está organizando um concurso de "rappers" que está agitando a "black music" da cidade em solidariedade ao sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, articulador nacional da campanha Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida. O presidente da Liga, Rômulo Costa, da equipe Furacão 2000, é o idealizador do concurso que começou na semana passada nos clubes, quadras, galpões e ruas dos subúrbios da cidade e localidades da Baixada Fluminense. O presidente da Liga acredita que até o final do concurso, no próximo dia 19, com grande festa na quadra da Estação Primeira da Mangueira, mais de 200 letras de "raps" serão analisadas por um júri formado por intelectuais, músicos, jornalistas e líderes comunitários. O prêmio para o melhor "rap" será de CR$2 milhões. Para a festa na Mangueira o valor do ingresso será um quilo de alimento. Essa campanha do Betinho não pode perder a força. Não será por causa de
79737 uma quantia de dólares que ele recebeu e repassou para não deixar uma
79737 entidade que salva pessoas morrer, que ele será desacreditado, defendeu Rômulo. Ele ressaltou que, apesar do preconceito que os "funkeiros" sofrem, eles continuam participando das campanhas. "Nós coletamos 500 litros de sangue que foram entregues ao Instituto de Hematologia e já arrecadamos 10 toneladas de alimentos, das quais duas toneladas foram enviadas para a APAE, de São Gonçalo", disse (O Dia).