O salário-mínimo pode e deve ser um importante instrumento para o estabelecimento de uma política para a melhoria da distribuição de renda no país. Segundo estudo divulgado ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados/Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (SEADE/DIEESE), realizado na Grande São Paulo, o número de pessoas que recebem salário-mínimo passou de 1,6% (aproximadamente 200 mil pessoas) em 1989, para 5,6% (cerca de 700 mil pessoas) da População em Idade Ativa (PIA), em 1993. Uma elevação do valor do salário-mínimo, pelo governo federal, poderia
79717 aumentar o nível de atividade econômica, sem implicar redução de
79717 emprego, afirmou Sinésio Pires Ferreira, analista da Fundação SEADE. De acordo com ele, os dados demonstrados pelo estudo deixam claro a importância do salário-mínimo para as famílias mais pobres da Grande São Paulo. No período analisado-- 1989 a 1993-- o percentual de "chefes de família" com rendimentos de um salário-mínimo cresceu de 1% para 6,7%. O estudo destaca que houve um crescimento do número de pessoas que ganham salário-mínimo apesar da acentuada queda que este sofreu nos últimos anos: 32,8% entre 1989 e 1993. "Supondo que o valor do mínimo se mantivesse nos mesmos patamares de 1989, em 1993 o percentual de pessoas em relação a PIA que receberiam esse rendimento seria de 18,5%", disse Ferreira (GM).