BANCOS COMEÇAM A DESATIVAR "FUNDÃO"

Uma dívida de mais de US$380 milhões do governo com os bancos ameaça o futuro do "fundão", a principal aplicação financeira dos assalariados para proteger o dinheiro da inflação. Temendo arcar com pesados prejuízos, os bancos estão fazendo provisões para enfrentar as perdas ao mesmo tempo em que aguardam autorização do governo para lançar fundos de investimento em Unidade Real de Valor (URV). Outra alternativa que vem sendo adotada pelos bancos é desativar as carteiras e as substituirem pelos fundos de renda fixa ou de commodities. Nas últimas semanas, os bancos vêm tentando, sem sucesso, negociar com o governo o recebimento das cotas que compõem a carteira do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF). Parte desse dinheiro a CEF alega estar aplicando em programas de habitação popular em prazos de até 20 anos. Os "fundões" reúnem patrimônio avaliado em US$7,2 bilhões, dos quais a maior parte é administrada pelos diversos bancos oficiais (JB).