CANCELADO O ABONO DO SALÁRIO-MÍNIMO

O governo desistiu de conceder abono para os trabalhadores do setor privado que ganham um salário-mínimo. A comissão interministerial que estuda a adoção de medidas para assistir a população carente chegou à conclusão de que haveria um forte aumento do consumo, resultando numa perigosa pressão sobre a inflação, se o abono fosse concedido de uma só vez. Se o benefício fosse parcelado, de acordo com o ministro do Trabalho, Mozart de Abreu e Lima, poderia dar margem a ações judiciais reivindicando a incorporação do abono aos salários, como aconteceu com os 147% concedidos aos aposentados. O ministro da Fazenda, Rubens Ricúpero, também considera descartada a proposta de elevar o salário-mínimo para o equivalente a US$100 até o final do ano. Na avaliação dos integrantes da equipe econômica, este aumento poderia provocar um salto de 6% na taxa de inflação (O Globo).