Os advogados do ex-presidente Fernando Collor de Mello encaminharam ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) as alegações finais da defesa no processo criminal movido contra ele e outros sete acusados. Collor sustenta que a acusação não conseguiu reunir provas de que ele tenha tomado qualquer decisão no governo em troca do dinheiro que recebeu do empresário Paulo César Farias, o PC, para pagar suas contas. Os advogados de Collor responsabilizam PC pelo esquema de corrupção que atuou no governo Collor. Dizem ainda que as despesas de Collor foram pagas apenas com sobras do dinheiro arrecadado na campanha eleitoral de 1989. A defesa do ex-presidente apresentou também ao STF o resultado de uma perícia contábil feita em uma conta fantasma em nome de Alberto Alves Miranda para provar a existência de sobras de campanha. Nas alegações finais, os advogados de Collor argumentam que a conta movimentou, entre 1989 e 1990, US$57,3 milhões, volume superior às sobras calculadas por PC, de US$28 milhões. Com o dinheiro teriam sido pagas despesas pessoais do ex-presidente, inclusive as obras na Casa da Dinda (O ESP) (O Globo).