PROGRAMA FAZ CUSTO DE CONSTRUÇÃO CAIR

O secretário-geral da Presidência da República, Mauro Durante, e o prefeito de Ribeirão Preto (SP), Antônio Palocci Filho, assinam hoje protocolo de intenções para implantação do Programa de Difusão de Tecnologia para a Construção de Habitações de Baixo Custo (Protech) na cidade. Esse protocolo é o sexto de um total de 16 que o governo firmará até o final do ano. Já foram assinados convênios com as prefeituras de Curitiba, Cuiabá, Juiz de Fora, Contagem e com o governo do Distrito Federal. O programa será levado também aos municípios de Goiânia, Vitória, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Fortaleza, Belém, São Luís e São Paulo. O Protech prevê a construção de vilas tecnológicas em todas essas cidades. As vilas são verdadeiros laboratórios de engenharia ao ar livre e servem de modelo para a construção de moradias de baixo custo pela população de menor poder aquisitivo. O modelo pode interessar, também, à classe média, devido à qualidade e criatividade dos projetos. Segundo a coordenadora do Protech-- gerado e executado dentro do Palácio do Planalto--, Maria Dalva Alves dos Santos, o preço de uma dessas casas é inferior ao de uma construção convencional. O custo da unidade fica em torno de US$7 mil (aproximadamente CR$8 milhões), mais baixo do que um carro popular. O programa é desenvolvido em parceria pelo governo federal, estados, municípios, órgãos de classe e a iniciativa privada. A primeira vila tecnológica do programa será inaugurada no dia sete de maio, em Curitiba (PR). A vila ocupa uma área de 30 mil metros quadrados e tem 120 casas construídas com materiais diversos, como isopor, argamassa armada e madeira (JC).