A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pistolagem divulgou seu relatório final em seis de janeiro último, mas só no dia 13 de abril entregou à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal os documentos sobre a quebra do sigilo bancário de 24 suspeitos de envolvimento no assassinato do senador Olavo Pires, ocorrido em 16 de outubro de 1990, em Rondônia. A demora deveu-se a entrave burocrático criado pela Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados. Alegou-se que os dados não poderiam ser repassados, devendo ficar em poder da CPI, que os pedira à Justiça. Os principais casos investigados pela CPI foram: Rondônia-- senador Olavo Pires, metralhado em outubro de 1990, em Porto Velho. Acre-- governador Edmundo Pinto, assassinado em São Paulo, às vésperas de depor na CPI do FGTS, que apurou o desvio de verbas para a obra do Canal da Maternindade, em Rio Branco. Bahia-- jornalista Ivan Rocha, desaparecido em abril de 1991. Irmã Cecília Petrina de Carvalho, da Pastoral da Terra, assassinada. Alagoas-- vereador Renildo José dos Santos, decapitado em 1993, em Coqueiro Seco, a mando do prefeito Tadeu Fragoso. Em 80% dos crimes de mando no estado, policiais militares participaram. Goiás-- em Goiânia, mortos os juízes trabalhistas Oswaldo Moura e Sued Silva. Paraíba-- advogado Edvaldo Santos, assassinado em Solânea, em outubro de 1991. Sindicalista Margarida Alves, morta em agosto de 1993, em Lagoa Grande. Pernambuco-- sindicalista Natanael Silva, morto em São Benedito do Sul, em janeiro de 1987. Laelson Mateus Silva, morto em Escada, em fevereiro de 1987. Evandro Cavalcanti, morto em Surubim, em fevereiro de 1987. Distrito Federal-- empresário Loufti Lawand, morto em Taguatinga em 1993 a mando do sobrinho. Ana Elizabeth Lofrano dos Santos, assassinada em novembro de 1992. Jornalista Mário Eugênio, em novembro de 1984 (JB).