MERCOSUL SEM ACORDO

O embaixador do Brasil na Argentina, Marcos Azambuja, prevê que o MERCOSUL entrará oficialmente em vigor na data prevista, dia 1o. de janeiro de 1995, mas sem fechar um acordo de tarifa única para os setores de bens de capital e informática. Isso significa 15% dos acordos, que levarão mais tempo para serem acertados porque os argentinos desejam baixar as tarifas como forma de modernizar seu parque industrial comprando equipamentos mais baratos e o Brasil não quer deixar sua indústria totalmente desprotegida", explicou. Ele informou que até junho os quatro países- membros do MERCOSUL definirão uma tarifa alfandegária única para os negócios entre si, que deverá ficar em torno de 12%, e até dezembro a união aduaneira estará fechada. Quanto aos bens de capital e informática, haverá um período de quatro a cinco anos até que as tarifas se acomodem. Azembuja defendeu que, posteriormente, os demais países do Cone Sul (Chile, Peru, Bolívia e Equador) também se unam ao MERCOSUL, representando uma região de 240 milhões de consumidores e um PIB total próximo dos US$700 bilhões (JB).