BRASIL GANHA PRIMEIRA USINA DE ENERGIA EÓLICA

Começa a funcionar esta semana a primeira central de energia eólica (do vento) do Brasil, em Minas Gerais, na Serra do Camelinho, no Município de Curvelo. Com quatro turbinas e potência de mil quilowatts-- suficientes para abastecer mil casas-- a central lançará a energia na rede da Companhia Energética de Minas Gerais. O projeto foi desenvolvido na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os pesquisadores trabalharam com a ajuda de modelagem computacional, semelhante à usada em usinas eólicas na Califórnia (EUA). A variação do comportamento do vento em função do relevo foi simulado no computador para dar maior precisão ao resultado final. Segundo Everaldo Alencar Feitosa, coordenador do Grupo de Energia Eólica do Departamento de Engenharia Mecânica da UFPE, o Brasil já domina a tecnologia de produção de energia eólica. Além da UFPE, as universidades federais do Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro já tem estudos avançados sobre essa fonte de energia alternativa. Em todo o mundo já estão em pleno funcionamento milhares de usinas de energia eólica de médio e grande porte. Além de não oferecerem riscos ao meio ambiente, elas proporcionam uma economia anual de três milhões de barris de petróleo aos países que as adotaram. Na China, por exemplo, 125 mil turbinas eólicas de pequeno porte foram instaladas só para eletrificação rural. A União Européia prevê que, até o ano 2000, terá uma capacidade instalada de quatro mil megawatts por via eólica. Esse número deverá chegar a 100 mil megawatts no ano 2030. Preço baixo e tecnologia de ponta resumem o projeto-piloto de energia eólica iniciado esse mês pela Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro (CERJ) em convênio com a Universidade Federal Fluminense (UFF) na Região dos Lagos. A idéia é reunir as mais avançadas tecnologias na instalação de turbinas eólicas para complementar o fornecimento de energia na região onde, nos meses de férias, a demanda triplica. Se os prazos forem cumpridos, no início do próximo ano os cata-ventos começam a funcionar. Uma das turbinas será fixa, provavelmente em Cabo Frio, terá cerca de 40 metros de altura e vai gerar 400 quilowatts, suficientes para 300 casas (O Globo).