A estância turística e climática de Campos do Jordão (SP) tem evitado a entrada no município de migrantes sem trabalho nem moradia fixos desde abril de 1993. A medida polêmica foi tomada pelo prefeito João Paulo Ismael (PMDB) devido à constante degradação das áreas de proteção ambiental e de risco, onde são construídos os barracos. Segundo informações da guarda do município, já se conseguiu diminuir em 30% os furtos na cidade e manter em quatro mil o número de famílias faveladas. Sem a fiscalização seriam 10 mil famílias vivendo em submoradias, diz o chefe da guarda, Ademir Antônio dos Santos. A fiscalização é feita por 50 guardas municipais nas estradas de acesso à cidade e está conseguindo conter a expansão dos bolsões de miséria e evitando o corte de árvores e o abate de animais silvestres. A rodoviária do município recebe diariamente, em média, cinco famílias de migrantes. Eles são entrevistados por uma assistente social e caso não tenham endereço nem trabalho são remetidos ao local de origem com as despesas pagas (O ESP).