FÓRUM VAI DEBATER NOVA POLÍTICA SOCIAL PARA O PAÍS

Para que o Brasil se modernize, é preciso mais do que avanços econômicos: é necessária uma política social ativa, que abandone de vez o assistencialismo e capacite a mão-de-obra nacional. É essa a tese que o VI Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE) vai debater este ano. Sob o tema básico "Modernidade e Pobreza", o evento-- que se realiza entre amanhã e o próximo dia 28 no BNDES-- discutirá a tese de que o real desenvolvimento de uma nação inclui, necessariamente, a capacitação de seu povo. Vamos discutir o que fazer dentro do novo paradigma de desenvolvimento
79602 tecnológico, que inclui o aumento da competitividade: ou seja, realizar
79602 investimentos maciços em capital humano, em saúde, educação etc. Vamos
79602 discutir o velho modelo social brasileiro que, ao meu ver, se desmatelou ao
79602 longo dos anos 80, juntamente com a exaustão do modelo global de
79602 desenvolvimento. A escola, por exemplo, se transformou numa espécie de
79602 transmissão da pobreza. Vivemos uma herança da pobreza: o sujeito é pobre
79602 porque o pais dele era pobre, afirma o ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso, superintendente-geral do INAE. São 100 pessoas, entre economistas, cientistas políticos, sociólogos, políticos, líderes sindicais e empresários que, há oito anos, se reúnem no Fórum Nacional-- criado a partir de sugestão do economista Peter Knight, do Banco Mundial (BIRD)--, para propor idéias que ajudem na modernização do país. A princípio, discutia-se basicamente a economia. Depois, modernização social e política passaram a fazer parte dos estudos-- até porque, diz o ex-ministro, para fazer a mudança que o país precisa é necessário integrar as três áreas (O Globo).