A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que tem orçamento anual em torno de US$1 milhão, fechou 1993 com déficit de US$23.300 e este ano deverá continuar no vermelho, com um rombo previsto de US$136.600. Os dados são do relatório econômico-financeiro apresentado durante a 32a. Assembléia Geral da entidade, encerrada ontem em Itaici (SP). O relatório atribuiu a situação deficitária ao atraso no pagamento das contribuições das dioceses, que acumularam dívidas de US$108.300 nos últimos três anos. As 246 dioceses do país devem recolher aos cofres da CNBB um total de US$300 mil por ano, conforme compromisso assumido por seus bispos. Dos US$900 mil previstos para o último triênio, US$791.600 foram enviados à entidade. As cotas assumidas pelas dioceses correspondem a 30% da receita da CNBB, que este ano espera receber mais US$175 mil em contribuições e reembolsos, sendo US$35 mil provenientes de santuários católicos. Pela previsão, o patrimônio da entidade renderá US$131 mil, em três itens: juros reais (US$11 mil), aluguéis (US$80 mil) e direitos autorais (US$40 mil). Os donativos prometidos do exterior representarão, no atual exercício, recursos globais de US$320 mil, sendo US$180 mil do projeto Adveniat e US$80 mil do Misereor, ambos dos católicos alemães, para financiamento de programas sociais e pastorais. Em 1993, as duas entidades alemãs enviaram US$290 mil para as obras da Igreja no Brasil. A ajuda externa é, segundo o relatório, uma das opções de que dispõem dos bispos para equilibrar o orçamento (JB).