IGREJA DIZ QUE CAMPANHAS PODEM DISSEMINAR AIDS

Para a Igreja Católica, as campanhas de prevenção da AIDS, baseadas no incentivo ao uso da camisinha, correm o risco de disseminar ainda mais a epidemia, em vez de combatê-la. O erro das campanhas, segundo a Igreja, é incitar os jovens à chamada "prática irresponsável do sexo", acenando com a segurança total oferecida pelos preservativos. Esta segurança, de acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é ilusória. A posição dos religiosos está expressa numa declaração oficial divulgada ontem, no encerramento da 32a. Assembléia Geral da CNBB, em Itaici (SP). A declaração, intitulada "A Serviço da Vida e da Esperança", afirma que o preventivo mais eficaz contra o "flagelo da AIDS" é um tipo de educação que ultrapasse o nível informativo sobre formas de contágio e contemple aspectos morais da sexualidade. Em outras palavras, os bispos volta a insistir que, em fez do uso de preservativos, as campanhas educativas deveriam incentivar o sexo apenas após o casamento e a fidelidade conjugal. É nosso dever alertar que o uso do sexo fora do matrimônio é
79577 irresponsável, um pecado que deve ser evitado, diz a declaração. Embora lembrem que o contágio pelo vírus da AIDS não corra apenas pela via sexual, os bispos também voltam a associar a epidemia à "promiscuidade e libertinagem" (O ESP).