A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou ontem uma pesquisa feita pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), desmistificando o conceito de que os meninos de rua estão destinados ao banditismo. A OMS organizou a pesquisa, simultaneamente, em outros cinco países-- Honduras, Egito, México, Índia e Filipinas-- para traçar um perfil da relação dos meninos de rua com a drogas. No Brasil, foram entrevistados 98 meninos, 84% com idade entre 11 e 15 anos. Segundo a pesquisa, 56,1% dos meninos têm planos de trabalho para o futuro e outros 12,2% querem estudar. Além disso, 18,4% dos meninos apontam o roubo como o ponto mais negativo da rotina das ruas, enquanto 16,3% responderam que não gostam das brigas e 8,2% das drogas. Quarenta e oito meninos afirmaram que a morte de parentes foi a pior coisa de suas vidas (O Globo).