REPRESENTAÇÕES CONTRA GOVERNADOR E DEPUTADOS

O procurador regional eleitoral do Rio de Janeiro, Alcir Molina, entrou ontem com duas representações no Tribunal Regional Eleitoral (TRE)-- uma contra o governador Nilo Batista (PDT) e outra contra cinco deputados federais--, por abuso de poder econômico em campanhas eleitorais. Os seis têm seus nomes na lista de propinas da contravenção nos período de julho a novembro de 1992. Segundo o procurador, só Nilo Batista teria recebido US$112 mil do jogo-do-bicho. Molina exige a cassação dos registros de candidatura e a decretação da inelegibilidade do candidato por três anos. O procurador pretende dar entrada em outras representações contra mais 40 deputados estaduais e federais. Molina pediu a cassação dos mandatos dos deputados federais Messias Soares, Márcia Cibilis Viana e Cidinha Campos-- todos do PDT--, Jamil Haddad (PSB) e Simão Sessim (PTB). O procurador preferiu transferir a responsabilidade pelo pedido de cassação do registro do prefeito César Maia (PMDB) ao Ministério Público. Para os políticos eleitos e no exercício do mandato, a cassação do
79544 registro da candidatura tem como consequência a perda do mandato e a inelegibilidade", disse Molina. Segundo o procurador, o deputado Vivaldo Barbosa (PDT) não entrou na representação porque é um caso "que precisa ser olhado cuidadosamente". O nome do deputado não está entre o período citado (JB).