Uma investigação feita pelo Ministério da Educação constatou que os livros destinados a alunos de 1o. grau apresentam "distorções e erros crassos" de informação. "A situação é alarmante", disse o ministro da Educação, Murílio Hingel. São distribuídos por ano 67 milhões de livros didáticos no país. A FAE (Fundação de Assistência ao Estudante) gastou este ano mais de US$110 milhões na compra de material para os 28 milhões de alunos da rede pública. Uma comissão de 23 professores universitários de todo o país analisou 90% da obra didática adotada em escolas primárias em 1991. A conclusão é que os textos são atemporais, sugerem uma Idiotização" da criança, incitam ao preconceito e expõem uma visão maniqueísta da realidade. Isso além da estrutura das lições ser "viciada", ou seja, centrada em exercícios mecânicos de repetição e cópia. Segundo o levantamento, o livro didático atual expressa a visão da escola e do papel do professor como repassadores de informações estratificadas, obsoletas e errôneas (FSP).