O presidente Itamar Franco decidiu dar apoio total, inclusive de seu governo, à candidatura do senador Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) à Presidência da República. Já planejou uma estratégia para sua participação pessoal, que inclui aparições no programa eleitoral da televisão e viagens pelo país para comícios do candidato. No final de maio, quando as coligações partidárias estiverem definidas, Itamar vai exigir dos ocupantes de cargos de primeiro e segundo escalão do governo que se afastem se não quiserem assumir publicamente a candidatura tucana, do contrário serão demitidos, segundo o presidente da TELERJ, José de Castro, um dos principais conselheiros do presidente. Ele deverá ser um dos dois representantes que Itamar quer ter no comando da campanha de Cardoso. O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, pré-candidato do PMDB à Presidência da República, defendeu ontem o rompimento do partido com o governo Itamar Franco. "Se o presidente tem um candidato na sucessão, é lógico que o PMDB não pode continuar no governo", disse Quércia. Ele criticou a preferência de Itamar pela candidatura Fernando Henrique. Para ele, a "posição facciosa" de Itamar significa "oportunismo eleitoral" e uso indevido da máquina pública (O ESP).