PRESOS AIDÉTICOS FAZEM MOTIM EM PORTO ALEGRE

Um inédito motim de aidéticos movimentou ontem a polícia e o Corpo de Bombeiros no Presídio Central de Porto Alegre (RS). Doze portadores do vírus HIV colocaram fogo nos colchões e quatro deles se cortaram com vidros quebrados para evitar a aproximação dos agentes penitenciários. O protesto pela falta de medicamentos-- especialmente o AZT-- e por mais assistência médica durou quase toda a tarde e só foi resolvido após demoradas negociações. O diretor de Estabelecimentos Penais do Rio Grande do Sul, André Villarinho, foi convocado a participar das negociações. Os aidéticos exigiam, além do fornecimento de AZT, leite (por causa de doenças estomacais provocadas pela AIDS), sanitários e preservativos. A promessa de aceitação das exigências levou os presos a permitirem a entrada dos bombeiros para apagar o fogo, enquanto terminava o motim. O Presídio Central está com uma superlotação de 1.800 contra uma capacidade para 600 detentos (JB).