MINISTRO PROMETE APLICAR COM RIGOR LEIS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL

O ministro do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, Henrique Brandão Cavalcanti, afirma que será "um ombudsman do cumprimento da legislação e dos regulamentos ambientais por parte de toda a sociedade e, particularmente, das empresas", que têm "a obrigação de reconhecer a gestão do ambiente como uma de suas principais prioridades". Desde 1986 trabalhando como executivo na área ambiental, Brandão Cavalcanti repele as insinuações de que tenha feito loggy para a empresa Jari, tentanto impedir a criação da reserva extrativista de Cajari, no Amapá. "Como diretor de meio ambiente da empresa-- e não como lobista-- fui, num determinado momento, o interlocutor qualificado junto ao governo para que áreas em processo de desapropriação tivessem o preço justo-- o valor que o governo lhes atribuía para cobrar impostos", explicou. O novo ministro disse que sua prioridade é fazer, a nível nacional, o que vinha fazendo no setor empresarial: atuar, pedagógica e efetivamente junto aos segmentos que podem afetar mais diretamente a qualidade ambiental. De 1986 a 1989, Brandão Cavalcanti (que presidiu a SIDERBRÁS no governo Figueiredo), dirigiu, na Suíça, o International Environment Bureau", uma organização não-governamental (ONG) empresarial que promove a transferência de tecnologia de proteção ambiental para países em desenvolvimento. Com base na experiência adquirida na Suíça, ele coordenou a "Carta empresarial para o desenvolvimento sustentável", apresentada na Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), com base na qual mais de 30 empresas-- entre as quais a Aracruz, a Caemi, a Jari e a White Martins-- aderiram a uma série de compromissos ecológicos. Entre eles, reconhecimento da gestão do ambiente como prioridade das empresas; avaliação prévia do impacto ambiental de projetos e criação de auditorias ambientais (JB).