A Venezuela suspendeu, a pedido do Brasil, o bombardeio de pistas clandestinas de aterrissagem usadas por garimpeiros brasileiros em seu território. Ao anunciar ontem a decisão, a chancelaria venezuelana ressaltou o empenho do presidente Rafael Caldera em resolver o problema da invasão de garimpeiros sem afetar as relações entre os dois países. Os bombardeios faziam parte da operação "Parima 94", deflagrada no início do mês com prévio conhecimento do governo brasileiro. Com apoio da força áerea, a Guarda Nacional venezuelana intensificou o patrulhamento na fronteira sul, junto ao estado brasileiro de Roraima. No dia 1o. passado, soldados venezuelanos mataram um garimpeiro brasileiro e fizeram dois prisioneiros em um acampamento. Uma semana depois, helicópteros, caças F-16 e monomotores Tucanos, de fabricação brasileira, lançaram bombas sobre pistas abertas por garimpeiros. Em troca da suspensão dos bombardeios, ficou acertado que forças militares dois dois países farão o patrulhamento conjunto da fronteira. No lado brasileiro, o Comando Militar da Amazônia ficou incumbido de destruir pistas clandestinas localizadas no extremo norte de Roraima (JB).