BICHO INTERFERIA EM AÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL

O Ministério Público do Rio de Janeiro descobriu que os nomes "Dunas", Pampas, "Café", "Liberdade", "Tijuca" e "Dragão", encontrados nos livros de contabilidade da contravenção, são referências a opereções oficiais da Polícia Federal para reprimir o contrabando de armas e tráfico internacional. As operações da PF deveriam ser sigilosas, mas os documentos apreendidos nas fortalezas indicam que os bicheiros, não só tinham conhecimento das ações, como também gastavam dinheiro com elas. O ex-superintendente da PF no Rio, delegado Édson de Oliveira, é um dos policiais citados com frequ"ência nas litas e está sendo investigado por enriquecimento ilícito. Delegados da PF tiveram encontro anteontem com promotores e também estão tentando levantar o grau de interferência dos bicheiros nas operações da PF. Na busca de provas sobre a ligação do bicho com o contrabando e o tráfico internacional, os promotores começaram a investigar a possível participação da empresa de refeição Hellen`s no esquema. A empresa opera no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (AIRJ) desde 1977, explorando duas lanchonetes e um restaurante no setor internacional. Os bicheiros teriam interesse na empresa, justamente por ela operar no Aeroporto Internacional, posição estratégica para ações de contrabando. A empresa também explora bares e serviços de bufê no Sambódromo, no carnaval. O promotor Antônio José Campos Moreira confirmou que o nome da empresa aparece nos livros contábeis dos bicheiros (JB).