Com a certeza da veracidade da documentação apreendida nos escritórios do banqueiro Castor de Andrade, o Ministério Público do Rio de Janeiro vai apresentar denúncias contra os beneficiados com as propinas da contravenção sem a perícia dos livros e disquetes da contabilidade do bicheiro. Os promotores do caso concordam que há elementos suficientes-- entre confissões oficiosas e fatos-- que descartam a hipótese de nomes terem sido plantados, por exemplo. O próprio procurador-geral de Justiça, Antônio Carlos Biscaia, já concluiu que dúvidas que possam ser levantadas sobre a autenticidade dos nomes envolvidos só terão vez quando os inquéritos se transformarem em processos. Também pesou na decisão dos promotores de não pedir perícia o fato de que a análise do material seria feita por técnicos do Instituto Carlos Éboli. O ICE está subordinado à Polícia Civil, que tem vários delegados envolvidos no escândalo, o que poderia resultar em fraude ou, pelo menos, em um laudo suspeito (JB).