O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mário Amato, acaba de assumir a entidade com a missão de liderar o empresariado no processo da sucessão presidencial. Adversário de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 1989, quando presidia a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Amato sugeriu uma fuga de empresários do país caso Lula vencesse. Hoje, ele não teme a vitória do petista. "O empresariado está vendo que o Lula caminha para a direita até com uma velocidade grande", diz. Amato substitui o senador Albano Franco na presidência da CNI, que se licenciou para disputar o governo de Sergipe pelo PSDB (FSP).