A greve dos metalúrgicos do ABC paulista parou ontem 42 empresas e 34.300 trabalhadores, segundo balanço final do sindicato da categoria. Eles buscam reajuste salarial para recompor o poder de compra do dia 1o. de abril do ano passado. O índice necessário, segundo o sindicato, é 27%. As primeiras greves foram deflagradas pela manhã em grandes empresas de autopeças-- que até então não tinham apresentado nenhuma oferta--, nas de produtos eletroeletrônicos e nas de máquinas. Esses dois últimos setores ofereceram 4% de reposição, rejeitados na mesa de negociação. Cofap, Brastemp, Prensas Schuller, Papaiz, Philips, Laminação Nacional de Metais, Pirelli, Maxion e Fabrini foram as metalúrgicas que puxaram o movimento nas primeiras horas. Os trabalhadores chegaram às fábricas e foram convencidos, em assembléias ou simplesmente em piquetes, a permanecer nos seus setores sem ligar as máquinas. Pequenas e médias empresas começaram a sofrer paralisações mais tarde ou após o horário do almoço. A decisão de greve foi tomada nos locais de trabalho (O ESP).